Saneantes hospitalares: saiba a importância da desinfecção em hospitais durante a pandemia

Saneantes são os produtos usados para a limpeza, desinfecção e desinfestação do ambiente hospitalar, espaços coletivos ou domiciliares. Porém, existem diferentes tipos de produtos saneantes e que são direcionados a objetivos específicos, como é o caso dos saneantes hospitalares, que somente podem ser usados em clínicas, hospitais, postos de saúde e outros espaços voltados ao atendimento médico.

Antes que as clínicas e hospitais adquiram estes produtos, é importante entender as necessidades do uso em cada espaço do ambiente hospitalar. Além disso, para que cumpram sua função sem oferecer riscos aos usuários, é indispensável que sejam usados produtos registrados pela Anvisa. 

Com a pandemia de Covid-19, houve uma corrida pela compra de saneantes e isso abriu portas para os produtos irregulares. Os estabelecimentos devem tomar cuidado com os produtos que são vendidos clandestinamente, ou seja, sem autorização da Anvisa, pois esses produtos, por não terem passado por avaliação do órgão regulador, podem apresentar risco à saúde dos seus usuários além de poderem não apresentar eficácia desejada à qual se propõe.

Saiba qual é o papel dos saneantes hospitalares na limpeza durante a pandemia

Os serviços de assistência à saúde devem ser exigentes no cuidado com a limpeza e desinfectação dos espaços, pois são esses ambientes que possuem alto risco de contaminação por microorganismos como bactérias, fungos, vírus e outros elementos contaminantes.

Para reduzir as chances de proliferação, que podem levar a infecções de pacientes e contaminação de visitantes, a limpeza hospitalar usa saneantes hospitalares e técnicas de limpeza específicas.

A escolha dos produtos que serão usados na limpeza e desinfecção hospitalar necessita de atenção e deve ser feita com aqueles especificamente aprovados pela ANVISA para esse fim para que seja possível reduzir, de fato, a carga microbiana.

Como cada saneante exerce uma função específica, a sua escolha deve ser feita considerando as necessidades do cliente, do ambiente e mediante comprovação de sua eficácia, tendo por base as orientações fornecidas pela ANVISA juntamente com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

A forma como o profissional de limpeza manuseia o produto saneante no momento da execução da limpeza, também é muito importante. Os equipamentos de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) devem ser devidamente utilizados para proteger do contato com os produtos ou com algum contaminante (como por exemplo, microrganismos ou até mesmo tecidos e líquidos corpóreos) que estejam no local.

O ambiente hospitalar pode precisar de limpeza e desinfecção de baixo, médio ou alto nível, dependendo do risco das atividades executadas, que variam desde uma simples consulta médica ambulatorial até um procedimento cirúrgico. 

Os equipamentos que necessitam dessa limpeza mais cuidadosa são, por exemplo, roupas de cama e banho e mobiliário de pacientes, termômetro axilar, paredes e pisos, diafragma do estetoscópio, aparelhos de pressão, além dos instrumentos, equipamentos, roupas e ambiente onde são realizados procedimentos cirúrgicos.

A desinfecção hospitalar não é apenas uma atividade e sim uma série de procedimentos que são adotados com o objetivo de garantir locais livres de contaminantes, tais como salas, banheiros, equipamentos e até mesmo móveis hospitalares com o objetivo de reduzir os riscos para a saúde de quem frequenta clínicas, hospitais e laboratórios. 

A higienização é separada por classes prioritárias, que são definidas como:

  • Críticas: locais onde existe risco aumentado para desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde, seja pela execução de processos envolvendo artigos críticos (utilizado em procedimentos de alto risco, que tem contato com tecidos ou órgãos humanos e requer esterilização para uso) ou material biológico, pela realização de procedimentos invasivos ou pela presença de pacientes com susceptibilidade aumentada aos agentes infecciosos, como Pronto Socorros, Centro Cirúrgico e UTI.
  • Semicríticas: locais nos quais existe risco moderado a risco baixo para o desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde, seja pela execução de processos envolvendo artigos críticos e semi-críticos (equipamentos que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosa do paciente) ou pela realização de atividades assistenciais não invasivas em pacientes não-críticos e que não apresentem infecção ou colonização por microrganismos de importância epidemiológica, como quartos e enfermarias onde se encontram pacientes internados e ainda
  • Não críticas: ambientes que não contam com pacientes internados como administração e recepção, por exemplo.

Além disso, é preciso também identificar qual tipo de limpeza cada ambiente precisa, sendo:

  • Concorrente: realizada diariamente em pisos, banheiros, cômodos, equipamentos e móveis;
  • Imediata: realizada no surgimento de emergências;
  • Terminal: é a limpeza e desinfecção total após os quartos/enfermarias serem desocupados.

Conheça os saneantes mais usados durante a pandemia de Covid-19

Muitos segmentos testemunharam um aumento de 5,9% no consumo de produtos de limpeza em 2020 devido ao início da pandemia, porém ao final do ano houve uma estabilidade nos números.

Embora muitos desses segmentos – como escolas, faculdades, universidades, entre outros empreendimentos – tenham permanecido fechados ou com acesso reduzido durante o período de isolamento social, a higienização destes ambientes continuou a ser realizada, com ainda mais reforço e cuidado.

Também houve aumento nos cuidados com a higiene e desinfecção dos ambientes médico-hospitalares, locais com o foco no atendimento de pacientes com COVID, que inclusive foram alvo de grandes doações de produtos de limpeza por parte das grandes indústrias de produtos saneantes e cosméticos.

Em meio ao cenário de escassez de insumos, produtos e recursos, com superlotação em hospitais, uma rede de solidariedade se formou dentro da indústria a fim de beneficiar hospitais e profissionais de saúde.

Empresas privadas e estatais uniram forças através da realização de campanhas, doações de matérias-primas para fabricação de produtos de higiene e limpeza para hospitais e outros serviços emergenciais, além de outras iniciativas, com o objetivo de diminuir o avanço da doença e aliviar o impacto causado pela Covid-19.

Nos hospitais e clínicas de saúde, os saneantes mais usados são:

  • Detergente líquido: utilizado para limpar pratos, copos, talheres e utensílios hospitalares;
  • Detergente em pó e alvejantes:para lavagem das roupas utilizadas em ambiente hospitalar;
  • Cera: para dar brilho e proteção aos pisos e assoalhos;
  • Água sanitária: para desinfetar pisos, azulejos, banheiros, cozinhas e branqueia as roupas;
  • Desinfetantes de uso geral: assim como a água sanitária, são utilizados para desinfetar pisos, azulejos, banheiros, cozinhas e branqueia as roupas;
  • Desinfetantes e esterilizantes de uso hospitalar: para desinfecção de artigos e equipamentos;
  • Esterilizantes: utilizados para esterilizar os instrumentais e equipamentos cirúrgicos utilizados em consultas e procedimentos;
  • Inseticida, repelente de insetos e raticida: para controle de pragas no ambiente hospitalar.

Porém, nesse segmento, o consumo de produtos como desinfetantes e sanitizantes para superfícies duras (amônia, alvejante, álcool, álcool quaternário e peróxido de hidrogênio); produtos de cuidados das mãos, incluindo espumas e sabonetes líquidos, além de  desinfetantes instantâneos para as mãos aumentou significativamente.

Como o Covid-19 impactou no aumento do consumo de produtos de limpeza

Os profissionais do setor de limpeza profissional estão na linha de frente da luta contra o COVID-19, mantendo as instalações limpas e proporcionando produtos para a higiene das mãos aprimorada para os usuários de edifícios.

Em 2020, a Kline pesquisou mais de 500 usuários finais de I&I (Limpeza industrial e institucional) e descobriu que:

  • 75% das empresas e comércios aumentaram o número de lugares onde o desinfetante para as mãos está disponível em suas instalações;
  • 57% dos estabelecimentos aumentaram a regularidade da limpeza;
  • 43% da população aumentou o uso de sabonetes antibacterianos para as mãos;
  • 43% dos comércios converteram os dispensadores de sabonete para as mãos, que antes eram manuais e agora são livres de toque.

A indústria de limpeza tem visto aumentos significativos nas categorias de produtos germicidas que garantem as mãos e as superfícies limpas. O setor de saúde é  responsável por grande parte do aumento da demanda, pois a expectativa é que mesmo após da disponibilização das vacinas contra COVID-19 para toda a população, o consumo deste tipo de produtos permaneça moderadamente alto, já que os usuários continuarão com a alta frequência de limpeza não só pela aparência de limpeza do local como também devido ao foco de promoção da saúde, mesmo depois que a ameaça de COVID-19 diminuir.

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