pesquisadores no laboratório examinam pipeta; biotecnologia na alimentação

Biotecnologia na alimentação: conheça os benefícios e avanços dessa atividade essencial na produção de alimentos

Estima-se que a biotecnologia exista há mais de 12 mil anos, desde o início da agricultura. 

Na alimentação, um dos exemplos mais antigos do uso da biotecnologia é a fermentação de pães, bolos, bebidas, queijos e derivados, processos realizados por microrganismos que agem em determinados alimentos para formar um produto final diferente.

Hoje, a biotecnologia na alimentação é combinada com toda a tecnologia disponível, proporcionando benefícios aos seres humanos ou ao meio ambiente.

Para aprofundar o entendimento sobre a biotecnologia na alimentação, acompanhe este artigo!

Como funciona a biotecnologia na agricultura?

A biotecnologia é muito utilizada para melhorar variedades de culturas, aumentando a produtividade agrícola de forma sustentável e preservando o meio ambiente.

De acordo com a legislação brasileira, os Organismos Geneticamente Modificados são aqueles que possuem algum tipo de modificação em seu material genético (DNA), produzida através de técnicas de engenharia genética. Para essas especificações, há uma regulamentação própria na legislação brasileira.

Usando plantas geneticamente modificadas com o DNA recombinante, é possível desenvolver novas características nas culturas. Essa modificação resulta em plantas mais resistentes à pragas e/ou tolerantes a herbicidas. Além disso, a produção em larga escala torna os alimentos acessíveis e disponíveis para a população.

O Brasil adota a produção de organismos geneticamente modificados (OGM) desde 1998. Como exemplo, há a soja, milho, algodão, eucalipto e a cana-de-açúcar OGM no País.

Vale lembrar que o uso da biotecnologia na agricultura será fundamental para que o Brasil reduza a emissão de gases de efeito estufa até 2030, conforme compromisso assumido na Conferência das Nações Unidas em 2015.

Como é presente a biotecnologia na alimentação?

O processo de biotecnologia também é acompanhado na alimentação do dia a dia. Assim, hoje já é possível garantir uma alimentação básica cheia de nutrientes, com alimentos de maior carga de zinco, ferro, enriquecidos com betacaroteno, etc.

Além disso, a biotecnologia na alimentação também trabalha com a biofortificação, uma técnica que qualifica e aumenta os nutrientes de alimentos cuja ausência está associada a doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. Esse processo é feito via síntese de vitaminas e minerais específicos.

Vale lembrar que a principal aplicação da biotecnologia diretamente na alimentação é através da produção de enzimas e vitaminas, que facilita muitos processos industriais.

É seguro o consumo de alimentos geneticamente modificados?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que os OGM não apresentam mais riscos à saúde humana do que os alimentos em suas versões convencionais.

Além disso, todo produto derivado da biotecnologia direcionado para a alimentação passa por uma rigorosa avaliação. Nessa avaliação, a biossegurança é o foco e os alimentos são liberados para consumo após vistorias rígidas.

Os alimentos modificados, quando consumidos por animais ou seres humanos, são digeridos da mesma forma. Além disso, muitos são enriquecidos por enzimas e vitaminas, carregando um maior valor nutricional.

Quais os maiores exemplos de biotecnologia na alimentação?

Nos Estados Unidos, a soja Vistive Gold representa um dos primeiros produtos biotecnológicos com benefícios nutricionais aos consumidores, como 85% menos gordura saturada do que o óleo de palma, 70% menos do que a gordura vegetal e 60% menos do que o óleo de soja, ao mesmo tempo em que é um produto de alto rendimento.

Outro exemplo interessante é o arroz dourado, uma variedade modificada que produz betacaroteno que possui grande presença de vitamina A. A vitamina A é essencial para o crescimento e desenvolvimento dos tecidos da pele, mantendo-a saudável.

A maçã que não escurece é outra opção que exemplifica a biotecnologia na alimentação. Afinal, é uma alternativa com aditivos químicos que mantêm a maçã fresca e evita a oxidação.

Confira no quadro abaixo outros exemplos que também fazem parte do consumo diário e mostram como a biotecnologia na alimentação é uma alternativa atraente.

Fonte: Revista Aditivos Ingredientes, ed. 105

É interessante mencionar que, além de melhorar a qualidade na produção, há diversos benefícios para a saúde do consumidor, que aproveita o melhor dos alimentos com o melhor da tecnologia.

Outro fator de destaque é que, enquanto a população cresce, as terras aptas para a agricultura permanecem as mesmas, o que exige que se produza cada vez mais alimentos em espaços menores.

Dados divulgados pela NASA em 2017, afirmaram que a área ocupada por lavouras era de 1,87 bilhão de hectares. A população mundial atingiu 7,8 bilhões em julho de 2020, resultando que cada hectare, em média, alimente 4 pessoas. Por isso, é fundamental que a biotecnologia de alimentos seja aliada no cultivo sustentável, responsável e produtivo.


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