Novo Zika Vírus: entenda a nova linhagem e como se proteger.

O mosquito Aedes Aegypti e as doenças transmitidas por ele, como dengue, zika e chikungunya já são bastante conhecidos pela população em geral, que também já está familiarizada com os métodos de prevenção destas doenças. Porém,  recentemente pesquisadores descobriram uma nova linhagem do Zika Vírus.

Mesmo com o mundo todo em atenção a um outro vírus recém-descoberto, o Sars-Cov-2 que trouxe gerou a pandemia por Covid-19, manter a atenção também no novo Zika Vírus é essencial para nos proteger e evitar mais uma doença com potencial epidêmico. Entenda mais sobre isso.

O que é o Zika Vírus?

O Zika Vírus, já conhecido pela população brasileira, é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti que chegou ao país em 2015 e que por sua vez, causa a arbovirose denominada Zika. Sua transmissão acontece quando o mosquito pica uma pessoa infectada e posteriormente um indivíduo sem o vírus.

De acordo com o Ministério da Saúde, das principais arboviroses que circulam no Brasil, a Zika tem sido a com menor número de casos em 2020: foram notificados 3.692 casos prováveis (taxa de incidência 1,8 casos por 100 mil habitantes), em detrimento de 47.105 casos prováveis de chikungunya (taxa de incidência de 22,4 casos por 100 mil habitantes) e 823.738 casos prováveis (taxa de incidência de 392,0 casos por 100 mil habitantes) de dengue. Porém, essa situação pode mudar caso uma nova linhagem genética comece circular na população.

O que o novo Zika Vírus tem de diferente?

Pesquisadores identificaram uma nova linhagem do Zika Vírus no Brasil, que circulou nos estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro em 2019. Diferentemente do Zika Vírus já conhecido, que tem origem asiática, a nova linhagem tem origem no continente africano, que é inédito no país e passou a ter circulação predominante quando comparado ao vírus asiático.

Outra diferença entre eles é que a nova linhagem é transmitida pelo mosquito Aedes albopictus, que apesar de ter semelhanças na forma de transmissão, é um mosquito de hábitos diferentes do que já conhecíamos. O vírus foi encontrado, ainda, em uma determinada espécie de macacos. 

A distância geográfica e a diferença de hospedeiros (uma foi encontrada no mosquito Aedes albopictus, e outro em uma espécie de macaco) sugerem que essa linhagem já está circulando no país há algum tempo e pode ter potencial epidêmico, uma vez que a maior parte da população não tem anticorpos para essa nova linhagem do vírus. 

Quais os sintomas do novo Zika Vírus?

Como se trata de uma nova linhagem, ainda não se sabe exatamente quais são os sintomas do novo Zika Vírus. No entanto, pesquisadores acreditam que os sintomas são similares à versão já conhecida pelos brasileiros, que são:

  • Vermelhidão na pele;
  • Coceiras pelo corpo;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Conjuntivite sem secreção;
  • Febre.

Como se proteger?

Assim como os sintomas ainda são desconhecidos, o poder do vírus sobre o corpo humano também ainda é uma incógnita. Porém, com as informações que já são conhecidas, como a propagação através de mosquito, as maneiras de proteção são bem simples e seguem as mesmas regras para proteção de doenças como a dengue:

  • Evitar acúmulo de água parada;
  • Utilização de repelente de ambientes e para a pele;
  • Utilização de inseticidas;
  • Tratamento de águas paradas com água sanitária e/ cloro para a eliminação de larvas do mosquito.

Além destas medidas, é importante lembrar que o Zika Vírus pode ser transmitido sexualmente e passar da mãe para o feto, causando microcefalia e/ou outros acometimentos neurológicos e por isto, destaca-se também a importância do uso de preservativos.

Atualmente, com as atenções voltadas para a Covid-19, a identificação desta variação do Zika Vírus serve como alerta para não esquecermos de outras doenças. Em específico para o caso das doenças transmitidas por mosquitos, as arboviroses, os hábitos de prevenção a serem adotados pela população e autoridades deve ser mantido, bem como, a realização de estudos genéticos e mapeamento da doença devem continuar sendo realizados, a fim de evitar um novo surto da doença com o novo genótipo circulante.

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