Proteção

A importância da fotoproteção oral como aliada na prevenção dos efeitos nocivos dos raios solares

A pele é o maior órgão do corpo humano e consequentemente o que mais sofre com os efeitos nocivos da radiação ultravioleta (UV). Além de manchas, envelhecimento precoce e de provocar uma série de doenças conhecidas como fotodermatoses, a luz solar é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer de pele, que responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 165.580 novos casos de câncer de pele não melanoma (tumor maligno com baixa taxa de mortalidade) foram registrados entre homens e mulheres para cada ano do biênio 2018-2019.

Apesar de possuir mecanismos naturais de defesa, a pele não consegue se proteger dos danos causados pelo sol sem a ajuda de fotoprotetores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) cerca de 63% das pessoas se expõem ao sol sem qualquer proteção.

Existem três tipos de fotoproteção: tópica, mecânica e oral.

A fotoproteção tópica é feita com o uso do protetor solar, que pode ser encontrado sob a forma de emulsão, óleo, gel, aerossol, bastão, loção, entre outras. Se usados de forma correta, os protetores solares são capazes de reduzir significativamente a incidência de doenças de pele.

Já a fotoproteção mecânica é caracterizada pelo uso de roupas, chapéus, bonés, óculos escuros e guarda-sóis, por exemplo. Existem, inclusive roupas fabricadas com tecnologia que contam com fator de proteção solar 50, conseguindo filtrar até 98% da radiação sobre a pele.

Por fim, a fotoproteção oral é obtida pelo consumo de alimentos e suplementos alimentares que contêm substâncias bioativas com efeitos antioxidantes, como os carotenoides.  

O contato da luz solar provoca a liberação de radicais livres pela pele, moléculas que podem causar doenças degenerativas de envelhecimento e morte celular. Os fotoprotetores orais evitam este efeito por meio do combate aos radicais livres.

Publicação do ILSI (International Life Sciences Institute) em 2017 sobre funções plenamente reconhecidas dos carotenoides, descreve que estudos de intervenção indicam que suplementos ou dietas com alimentos que apresentam conteúdo elevado de carotenoides são eficientes em fotoproteção sistêmica, avaliada como redução da sensibilidade na formação de eritema induzido por raios UV. Dentre os carotenoides o β-caroteno e o licopeno, encontrados, por exemplo, no mamão, cenoura, manga, abobora e tomate e seus produtos, melancia, goiaba vermelha, pimentão vermelho, mamão vermelho, acerola, respectivamente, entre outras fontes alimentares, são os mais relacionados aos efeitos fotoprotetores na pele. O aumento no consumo de alimentos com teor elevado de carotenoides pode contribuir para a proteção contra raios UV durante toda a vida. Em relação aos suplementos com esses compostos, vale ressaltar, que atualmente não há na legislação brasileira nenhuma alegação aprovada para uso relacionada à fotoproteção.

De qualquer forma, a fotoproteção oral deve ser sempre complementar ao uso da fotoproteção tópica e mecânica. O uso do protetor solar diariamente é muito importante. E quando há exposição prolongada é necessário se proteger ainda mais com chapéus e roupas compridas. Outra recomendação importante é estar atento às informações nos rótulos dos produtos como orientações e advertências, modo de uso, indicação do fator de proteção solar e o número de registro do produto na ANVISA. Aliás, uma dica é consultar a regularidade desses produtos no portal da agência em: http://portal.anvisa.gov.br/consulta-produtos-registrados. Fique atento e aproveite o melhor do verão!    

en_USEN
pt_BRPT en_USEN