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Novos hábitos de consumo do brasileiro: mercados de alimentos e cosméticos destacam salubridade e sustentabilidade

Estudo revela que a sustentabilidade está entre as três principais preocupações de consumo para um terço da população brasileira e que 28% dos lares já adotam medidas consideradas mais saudáveis. Os dados são da pesquisa Estilos de Vida 2019, feita pela consultoria Nielsen entre os consumidores nacionais. Essa mudança no perfil de consumo, cada vez mais consciente, cria a necessidade de adequação de marcas e fabricantes, com ações como não realizar testes em animais e investir na produção de produtos veganos.

No último ano, o mercado de produtos considerados saudáveis cresceu 12,7% impulsionando o resultado das categorias de diferentes drivers de crescimento. A busca por um consumo mais consciente é destaque entre as classes sociais A e B, contudo, está alcançando todas as faixas da população brasileira, que também está cada vez mais prática, conectada e negociadora.

Para se adaptar a esse tipo de consumo, a indústria de alimentos e bebidas está focada na redução do sal, açúcar, gorduras e calorias dos produtos considerados saudáveis, ao mesmo tempo em que recorre a porções menores para os produtos considerados menos saudáveis. Já o setor de higiene e beleza, que segundo projeção da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos (Abihpec), em 2019 deve ter faturamento de mais de R$50 bilhões em vendas, R$2 bilhões a mais do que no ano passado; está investindo mais em embalagens refil e produtos com ingredientes naturais, que tiveram um crescimento de 18% no ano passado, além de buscar por inovações em ingredientes alternativos.

De acordo com a edição norte-americana do Sustainable Cosmetics Summit, realizada em maio deste ano, o uso de matérias-primas preocupadas com o impacto ambiental, a busca por novas fontes de ingredientes verdes, materiais de embalagens mais ecológicos, produtos naturais e orgânicos, estão entre as principais tendências para o setor nos próximos anos, já que o número de consumidores mais conscientes deverá continuar a crescer à medida que as novas gerações forem chegando ao mercado.

A indústria tem se movimentado também para ampliar o portfólio com opções consideradas mais saudáveis e sustentáveis com a aquisição de novas marcas para ingressar em categorias e nichos, de modo a estreitar a relação com os consumidores. Já o varejo busca impulsionar e democratizar o consumo desse tipo de produto investindo em Marca Própria e com estratégias digitais para compras mobile, além de promover ações contra o desperdício, gestão de resíduos e o impacto ambiental das suas operações. Os novos hábitos de consumo vieram para ficar, e quem não se adaptar corre o risco de perder espaço no mercado.

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