Defensivos biológicos (ou Biopesticidas) e sua importância para agricultura

Os biopesticidas ou biodefensivos (defensivos agrícolas naturais) estão ganhando cada vez mais destaque no mercado agrícola nacional. Entenda a importância e a necessidade de regularização destes produtos.

Nos últimos anos, os biopesticidas têm ganhado grande relevância no cenário agrícola brasileiro e a tendência é de ampliação tanto em número de empresas que detêm essa tecnologia, de produtos disponíveis e de utilização na agricultura nacional.

No entanto, assim como qualquer defensivo agrícola, é necessário que seu uso seja permitido através do registro junto aos Órgãos federais (MAPA, ANVISA e IBAMA).

Biopesticidas é uma classe de defensivos agrícolas

Para melhor entendimento a definição dos defensivos agrícolas, e que inclui os   biopesticidas é: “produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento;”

Os  Defensivos Agrícolas são também conhecidos como: agrotóxicos, agroquímicos, pesticidas, praguicidas ou produtos fitossanitários.

Essas nomenclaturas normalmente trazem um desconforto para quem não é do segmento produtivo do agronegócio e que muitas vezes, são erroneamente interpretados pela falsa imagem de que causam impacto negativo para a saúde humana e para o meio ambiente. E é neste cenário que os biodefensivos aparecem como uma alternativa interessante.

Diferencial dos biodefensivos 

Os biopesticidas são defensivos agrícolas que possuem ingrediente ativo à base de substâncias ou organismos de ocorrência natural ou ainda oriundos de processos tecnológicos que os tornem idênticos ou estruturalmente similares a esses. São considerados pelos Órgãos registrantes como de baixo risco e impacto para a saúde e meio ambiente, sendo classificados dentro da legislação atual como:

  • Microbiológicos
  • Macrobiológicos
  • Semioquímicos
  • Bioquímicos
  • Fitoquímicos

Biopesticidas no Brasil

Em janeiro de 2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou que em 2020, o Brasil bateu o recorde em registros de defensivos agrícolas alcançando a marca total de 493 produtos aprovados (226 formulados e 267 técnicos). Dos 226 formulados, 95 são biopesticidas e dentre esses, 38 foram autorizados para uso na agricultura orgânica. 

Além dos possíveis benefícios para a redução do risco na saúde humana e no meio ambiente, o uso de biodefensivos está movimentando um mercado que se mostra crescente e lucrativo – de acordo com uma pesquisa da IGH Markit, os biopesticidas movimentaram mais de R$ 1 bilhão na última safra.

Regularização e mercado

Como já citado acima, todos os produtos precisam de registro e são regulamentados pela lei dos defensivos agrícolas. Importante destacar que existem várias legislações complementares, específicas para cada uma das diversas classificações. 

Visando um melhor entendimento da tecnologia, os biodefensivos ainda demandam muito investimento em pesquisa, desenvolvimento técnico na forma de aplicação e uso na agricultura, treinamentos dos usuários e produtores.

Com isso em mente, o governo federal tem buscado incentivar esse setor e a produção de biopesticidas. Esse incentivo vem através da facilitação do sistema regulatório e priorização da análise dos processos submetidos pelas empresas. A Embrapa e outras entidades de pesquisa são players importantes nesta cadeia.

Mais do que estar em dia com a legislação, é de extrema importância acompanhar as novidades e seguir as regras sobre uso dos biodefensivos. Isso porque o mercado, o campo e principalmente os consumidores anseiam por inovações e processos mais ecologicamente equilibrados. E uma das tendências globais é justamente propor soluções que levem em conta a sustentabilidade e a redução de resíduos químicos.

Como tentamos descrever acima, o sistema regulatório dos defensivos agrícolas é considerado um dos mais complexos do Brasil e que dependendo da classificação, das características do produto, do uso e utilização, existem variações nas exigências regulatórias.

Por estes motivos, existem muitos desafios a serem atendidos: desde a regularização das empresas envolvidas, o registro dos produtos, a operacionalização das atividades e depois a manutenção completa das operações. 

O Grupo Vigna Brasil tem 25 anos de experiência e uma equipe altamente especializada no segmento dos Defensivos Agrícolas. Atendemos integralmente a todas essas etapas envolvidas (one stop shop), inclusive na execução e gerenciamento de testes de campo (P&D) e assuntos estratégicos. Somos pioneiros em consultoria regulatória neste segmento específico dos biopesticidas. 

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