Peixinho guaru é usado para combater a dengue no interior de São Paulo

Muito comum em aquários domésticos, o guaru, nome popular da espécie Poecilia reticulata, é um peixe ornamental que é a nova arma para o combate à dengue em Dracena, cidade do interior de São Paulo.

Exemplares da espécie foram soltos na fonte de água da principal praça da cidade, a Arthur Pagnozzi, com o objetivo de eliminar os riscos de que o local se transformasse em um criadouro do Aedes aegypt, mosquito transmissor de dengue, zika e febre amarela.

Seu nome vem do tupi-guarani, e significa “peixe que come tudo”. A espécie éomnívora, ou seja, se alimenta principalmente de larvas de mosquito, microvermes e drosófilas. Além disso, se adapta facilmente em novos ambientes. A soma de tudo isso tornou o guaru ideal para o “trabalho”.

Também conhecida pelos nomes Bandeirinha, Barrigudinho, Bobó, Guaru-Guaru, Guppy, Lebiste, Peixe-Arco-Íris ou Sarapintado, a espécie foi escolhida pois além de todas as vantagens citadas acima, se reproduz rapidamente e foi considerada eficaz no controle das larvas.

Apesar do bom resultado obtido pelo uso do peixe, um grupo de cinco pesquisadores vem criticando o trabalho.

Em uma carta, enviada para a revista científica Science, o grupo afirma que ao mesmo tempo em que o peixe atua de forma positiva ao ingerir as larvas do mosquito, também pode causar um desequilíbrio na biodiversidade de rios e lagos ao se alimentar de ovos de outras espécies, ou ainda transmitir vermes aos peixes nativos. Os profissionais também questionam a eficácia do controle de mosquitos por meio do uso de peixes.

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