A importância da limpeza hospitalar em tempos de Covid-19

O hospital é um dos locais de maior risco de contaminação de diversas doenças, já que é um ambiente com alta concentração de micro-organismos, com possibilidade de proliferação de patógenos, mesmo antes de enfrentarmos essa pandemia. Por isso, a limpeza, além de necessária como em qualquer ambiente, é considerada uma medida de segurança e uma arma contra vírus e bactérias.

A limpeza de hospitais no Brasil é uma prática regulamentada pela Anvisa, e a atividade requer um alto grau de especialização, seguindo corretamente os diversos protocolos. Por isso, muitos hospitais optam por contratar uma empresa terceirizada e especialmente qualificada para esse serviço.

A chegada de pessoas doentes é a responsável pela grande circulação de vírus e bactérias. Por isso, a limpeza é essencial para proteger equipe médica, colaboradores, fornecedores e visitantes que circulam no espaço. Atualmente, com a presença do novo coronavírus, vírus altamente transmissível, a atenção a cada passo da limpeza foi redobrada.

Como é feita a limpeza hospitalar?

O hospital é uma grande empresa, dividida em várias áreas, com diferentes níveis de contágio. A administração e almoxarifado, por exemplo, que são áreas sem pacientes, são considerados ambientes não-críticos.

Enfermarias, quartos e ambulatórios são classificados como áreas semicríticas, já que têm pacientes com doenças não infecciosas ou com baixo risco de transmissão. E as UTIs, salas de cirurgia, necrotério e pronto socorro são áreas críticas, com alto potencial de contaminação.

A higienização completa é dividida em etapas. A primeira é a remoção de sujidades e resíduos nas superfícies, incluindo matéria orgânica, como sangue e fluidos corporais. Nesse momento são utilizados equipamentos tecnológicos, como os que fazem limpeza a vapor.

Em seguida é necessário complementar com a desinfecção de superfícies e objetos, como trilhos de cama, maçanetas, telefones e controles remotos dos quartos dos pacientes. São itens que, em uma limpeza comum podem passar despercebidos, mas em um hospital são prioritários. Para isso, é feito o uso de produtos específicos para eliminar o máximo possível de microrganismos, como os quaternários de amônio, hipoclorito de sódio, álcool 70%, água sanitária e outros produtos químicos.

Após esta etapa, é realizada a desinfecção mais crítica através da esterilização do ambiente, ação que utiliza agentes químicos para destruir fungos, vírus e bactérias, além de equipamentos de vapor saturado sob pressão. Além do ambiente, os equipamentos e instrumentos médico-cirúrgicos utilizados em vários procedimentos como triagem, exames, curativos e cirurgias, por exemplo, bem como, roupas e campos cirúrgicos, quando não podem ser descartados de forma adequada, também são submetidos a procedimentos de esterilização.

Outro setor de grande importância para a limpeza hospitalar é a hotelaria. Os profissionais dessa área são os responsáveis pelo asseio correto (incluindo a desinfecção e esterilização) de todos os itens de rouparia do hospital, como lençóis, fronhas, toalhas e cobertores.

Enfim, a última etapa da limpeza, porém não menos importante, é o gerenciamento correto dos rejeitos, incluindo o descarte correto do lixo hospitalar.

A ANVISA normatiza práticas para o gerenciamento dos resíduos de Serviços de Saúde que devem ser seguidas por hospitais, clínicas, consultórios médicos, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde.

Impactos da Covid-19 na limpeza hospitalar

Na terceira semana de abril, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) reuniu especialistas de gestão hospitalar, do setor químico e de prestadoras de serviços de limpeza e facilities para discutir os impactos da Covid-19 na limpeza de hospitais e sobre a correta desinfecção desses ambientes.

Um dos tópicos discutidos foi a divulgação de informações erradas que são repassadas entre amigos e familiares em aplicativos de mensagens e até postadas nas redes sociais sobre higienização, mitos e até casos de uso excessivo de álcool em gel – o que, além de poder gerar riscos à segurança e saúde das pessoas, tem feito o produto se esgotar rapidamente das prateleiras.

Segundo os profissionais, devido à grande demanda da população por produtos para proteção e combate deste vírus, a logística para manter os estoques de produtos envolvidos na higienização e desinfecção dos hospitais também precisou ser melhorada. Além dos produtos de limpeza, são necessários estoques de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), como botas, aventais, luvas, toucas, óculos e máscaras.

A opinião geral dos especialistas que participaram da conversa é a de que, em um momento de pandemia como o que estamos vivendo, muitas coisas são colocadas à prova, como a liderança da gestão e treinamento das equipes, que devem sempre estar com os conhecimentos atualizados por meio de reciclagens.

O hospital é um local que promove a saúde e a qualidade de vida das pessoas e, por isso, seu “auto cuidado” é de suma importância. Mais do que o bem-estar causado por um ambiente asseado, a limpeza, mais do que nunca, é de vital importância.

Você sabia?

A Vigna Brasil possui equipe especializada na regularização de produtos para desinfecção hospitalar, com ação antimicrobiana utilizados em artigos críticos e semicríticos. Além disso, a Vigna tem expertise para ajudar integralmente na regularização da sua empresa, com o mapeamento e atendimento de todos os requisitos, licenças e autorizações necessárias para a fabricação e comercialização de produtos destes e de outros segmentos, sob o âmbito dos diversos órgãos envolvidos.

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