Alimentos

Vigna Brasil participa do XVIII Simpósio Internacional sobre Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos

A Vigna Brasil participou ontem, 5, do XVIII Simpósio Internacional sobre Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos, que aconteceu em São Paulo.

Organizado anualmente pela Força Tarefa Alimentos Funcionais do ILSI Brasil, o evento debateu questões como o uso de botânicos em suplementos, caseína do leite, consumo de suplementos alimentares e compostos bioativos. Contou também com uma mesa dedicada às mais recentes discussões sobre probióticos. 

Palestrantes internacionais falaram sobre o papel das proteínas vegetais na saúde cardiometabólica e sobre o impacto das fibras alimentares na saúde, apresentando estudos que demonstraram um efeito protetor da proteína de soja na esteatose hepática e na manutenção de uma microbiota variada, além de sugerirem que as fibras prebióticas podem aumentar a absorção de cálcio.

A Dra. Maria Teresa Pacheco do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) ressaltou os benefícios, como a falta de efeitos colaterais em relação aos fármacos, do uso de antioxidantes como coadjuvantes à saúde, ajudando a resposta do organismo em associação ao tratamento alopático. Para a especialista, os maiores desafios quando falamos em peptídeos bioativos é estabelecer a dose correta para a promoção do efeito esperado porque este parâmetro só pode ser obtido através de testes clínicos e a maioria dos estudos ainda são in vitro, realizados com modelos animais. 

Um estudo apresentado pela nutricionista e doutoranda da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP), Renata Carnaúba, com base nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 do IBGE, revelou que o café é o alimento que mais contribui para o consumo de polifenóis pelos brasileiros. 

O Dr. Álvaro Nagib Atallah, diretor do Centro Cochrane do Brasil, em sua apresentação sobre a avaliação da qualidade das evidências científicas, destacou que “a ciência é uma luta contra as incertezas” e que para usar evidência científica é necessário treinar a razão buscando eficácia, efetividade e eficiência. 

Por fim, os Drs. Dan Waitzberg, do GANEP (Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral), e Gabriel Vinderola, da Universidad Nacional del Litoral na Argentina, falaram a respeito dos avanços sobre mecanismos de ação e perspectivas no desenvolvimento de probióticos. Waitzberg comentou sobre a relação de baixas concentrações da espécie Akkermansia muciniphila com um aumento da inflamação e da resistência à insulina. Para Vinderola, os chamados probióticos de nova geração, por serem extremamente sensíveis, dificilmente serão administrados via matriz alimentar, mas através de cápsulas e não serão recomendados para a população em geral e, sim, para pessoas com doenças como obesidade e diabetes. Ressaltou ainda que quando começar a se falar em “nutrieconomia” os probióticos serão beneficiados, afinal, pessoas mais saudáveis vivem e trabalham melhor, onerando menos os sistemas de saúde.

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