Alimentos

Parlamento britânico aprova lei que amplia regras para rotulagem de alimentos alergênicos

Reino Unido aprova nova lei que passa a exigir que empresas incluam informações sobre alergênicos em rótulos de alimentos pré-embalados para venda direta. Milhões de pessoas devem ser beneficiadas pela mudança, pois atualmente alimentos que são embalados e vendidos nos mesmos locais em que são fabricados não são obrigados a informar no rótulo sobre componentes potencialmente alergênicos. 

A legislação entra em vigor a partir de outubro de 2021, e vai exigir que as empresas forneçam informações completas de ingredientes e alérgenos nesse tipo de produto. Segundo, Heather Hancock, presidente da Agência de Normas Alimentares (Food Standards Agency Chair – FSA), este é um passo importante para o Reino Unido se tornar um dos melhores lugares do mundo para pessoas com alergias e intolerâncias alimentares, fornecendo mais poder de escolha e proteção a milhares de cidadãos. 

A mudança foi impulsionada pela morte trágica da adolescente Natasha Ednan-Laperouse, que sofreu uma reação alérgica em 2016, após comer uma baguete que não exibia na embalagem informações sobre conter sementes de gergelim na massa. A FSA ainda está avaliando para quais tipos de alimentos a legislação será aplicada, o que deve ser definido até 1º de outubro, dando às empresas do setor um período de dois anos para se adaptarem às novas regras. 

No Brasil, as regras para a rotulagem de alergênicos é definida pela RDC nº26/2015, regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dispõe sobre a rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares, mas que  também não se aplica a alimentos embalados que sejam preparados ou fracionados em serviços de alimentação e comercializados no próprio estabelecimento. 

Fonte: Food Standards Agency

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